Com 54,8% dos votos válidos, João Campos vence Raquel Lyra em 1º turno, diz Real Time/Big Data

 


 
 
 

Pesquisa Real Time/Big Data divulgada hoje indica uma vitória de João Campos (PSB) em primeiro turno nas eleições deste ano para o Governo de Pernambuco. Com 54,8% dos votos válidos, o prefeito do Recife aparece 20 pontos à frente da governadora Raquel Lyra (PSD), que tem 33,3%. O vereador Eduardo Moura (Novo), com 8,6%, e o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), com 3,2%, foram os outros dois nomes sondados no levantamento.

Na pesquisa estimulada, quando são consideradas outras possibilidades de voto, João Campos mantém a vantagem de 20 pontos sobre a atual governadora e obteve 51% da preferência do eleitorado. Já Raquel Lyra aparece com 31%, Eduardo Moura, com 8%, e Ivan Moraes, com 3%. Brancos e nulos são 4%, e não sabem ou não responderam, 3%.

A pesquisa foi realizada com dois mil entrevistados nos dias 9 e 10 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Como determina a legislação, o levantamento foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-09944/2026.

Lula pode ir com o MDB de vice?


 
 
 

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

No dia 17 de dezembro, Lula teve uma reunião com os senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM), dois dos principais caciques do MDB que são seus aliados dentro do partido. Foi a sondagem mais explícita que Lula fez quanto à possibilidade de ter um vice emedebista no lugar de Geraldo Alckmin (PSB) nas eleições de outubro.

Renan e Braga disseram a Lula que, diante de um convite formal, a ala governista do partido conseguiria, sim, aprovar a aliança na convenção partidária. Na avaliação dos dois senadores, hoje o comando do MDB, concentrado em São Paulo, é aliado do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas essa não seria a maioria.

Márcia Conrado tenta voltar aos braços de Raquel”, diz Blog

 


Uma fonte ligada ao governo do estado revelou ao Blog da companheira Juliana Lima que a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), estaria tentando retomar a aliança política com a governadora Raquel Lyra (PSD), após frustrações nas articulações com a Frente Popular, grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).

O interlocutor da tentativa de reaproximação seria o deputado federal Fernando Monteiro, aliado de Raquel e recém-filiado ao PSD, partido da governadora. Fernando estaria atuando como ponte entre as partes, buscando convencer Raquel a receber Márcia de volta à sua base.

A governadora, no entanto, teria apontado os entraves atuais para reacomodar Márcia, considerando que todos os espaços locais já foram distribuídos entre os seus aliados, como o deputado Luciano Duque e os irmãos Sebastião e Waldemar Oliveira. Outro fator apontado por Raquel teria sido a forma abrupta do rompimento de Márcia ainda no início de 2025, quando a petista optou por aliar-se a João Campos, vislumbrando a possível eleição do marido, Breno Araújo, a estadual com o apoio da Frente Popular.

Diante da investida, Raquel teria afirmado a Monteiro que deu a Márcia tratamento privilegiado dentro do Governo, e mesmo assim a prefeita havia optado por romper a aliança para se juntar ao seu principal adversário. Uma volta aos braços de Raquel a essa altura do campeonato seria difícil para a governadora administrar sem provocar novas rupturas, principalmente num cenário onde a prefeita não tem hegemonia dentro do próprio grupo político, não devendo fazer seus candidatos majoritários na Capital do Xaxado.

De acordo com a fonte, a insatisfação de Márcia com João está diretamente relacionada à tentativa de viabilizar a candidatura do marido, Breno Araújo, a deputado estadual. A prefeita esperava que o comando da Frente Popular garantisse a Breno o apoio do PSB nas cidades de Afogados da Ingazeira, São José do Egito e São José de Belmonte, três importantes redutos socialistas na região.

Feitas as arrumações dentro do próprio PSB, só sobrou para Breno uma pequena fatia de apoio em São José do Egito, contrariando os planos de Márcia de garantir a Breno uma boa largada na região. Mas diante dos acenos considerados tímidos por parte de João, Márcia teria passado a demonstrar insatisfação com o espaço oferecido à candidatura de Breno

Raquel pede neutralidade a Lula para apoiá-lo e ele está disposto a atendê-la


Está ficando mais claro porque o presidente Lula, que já tinha decidido não vir a Pernambuco no primeiro turno, resolveu também cancelar sua presença no Carnaval do Recife. O presidente atendeu a pedido feito a ele terça-feira da semana passada pela governadora Raquel Lyra, que prometeu apoiá-lo desde que o mesmo fique neutro na campanha estadual ou adote a tese de dois palanques. A informação foi publicada esta segunda-feira pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Em vista disso, o presidente disse a ela (Raquel) que mantém a decisão de estar distante do Estado no primeiro turno e comunicou-lhe que estará ausente no Carnaval para não causar dificuldades.

Nsta terça-feira quando foi a Brasília se encontrar com o presidente, o prefeito João Campos deve ter sido comunicado das decisões de Lula, embora sua principal presença no encontro tenha a ver com a vaga de vice-presidente que o PSB quer ver mantida com Geraldo Alckmin e Lula ensaia uma mudança para colocação de um nome do MDB ou do PSD, embora o mais provável seja uma aliança com o MDB.

Raquel Lyra amplia base do PSD e chega a 76 prefeitos filiados em Pernambuco 11 de fevereiro de 2026 Por Cauê Rodrigues


A governadora Raquel Lyra segue ampliando a base municipal do PSD em Pernambuco e reforça a estratégia de expansão partidária com foco direto nas eleições de 2026. O movimento mais recente ocorreu na noite desta sexta-feira (6), com a filiação do prefeito de Gravatá, Padre Joselito.

Ele deixou o Avante, partido que integra a base do governo estadual, para ingressar no Partido Social Democrático em um ato político realizado no próprio município.

Com a adesão, o PSD comandado por Raquel Lyra alcança a marca de 76 prefeitos filiados em Pernambuco. O número confirma a ofensiva da governadora para fortalecer o partido em regiões estratégicas do Estado, mirando a formação de uma base robusta para o próximo ciclo eleitoral.

Durante o evento, Raquel Lyra destacou o caráter político do movimento. “O povo decidiu mudar e escolher uma governadora para Pernambuco. Nunca disse que seria fácil, mas estamos aqui para fazer transformações”, afirmou, ao discursar para prefeitos, lideranças locais e militantes.

A cerimônia de filiação ocorreu na Sociedade Musical 15 de Novembro, em Gravatá. Em sua fala, o prefeito Padre Joselito justificou a mudança partidária com base na atuação do governo estadual. “Me filio ao PSD porque vejo no governo Raquel Lyra a palavra trabalho. Eu e Viviane nos juntamos a esse time por entendermos que a mudança precisa continuar”, declarou.

Além do prefeito, também se filiou ao PSD a primeira-dama do município, Viviane Facundes. Secretária municipal de Obras e Serviços Públicos, ela é pré-candidata a deputada estadual e passa a integrar formalmente o projeto político da governadora para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

O ato contou com a presença de prefeitos de diferentes regiões do Estado, inclusive da Região Metropolitana do Recife, que se deslocaram ao Agreste para prestigiar o evento. Estiveram presentes Júnior de Irmã Teca, prefeito de Itapissuma, Sandro Corrêa, de Chã Grande, e Araújo, de Amaraji.

Ainda no discurso, Raquel Lyra reforçou a estratégia de fortalecimento do partido também no Legislativo estadual, deixando claro que a ampliação do PSD passa também por uma ofensiva na Alepe

Menos horas, mais justiça? Estudo aponta que reduzir jornada pode aumentar renda dos mais pobres

A velha discussão sobre diminuir a jornada de trabalho no Brasil ganhou um novo capítulo — e com um argumento de peso: a redução de horas semanais pode ajudar a colocar mais dinheiro no bolso de quem ganha menos.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que será divulgado nesta terça-feira (10), indica que mexer na jornada máxima de trabalho pode ter efeito direto na distribuição de renda no país. Em outras palavras, trabalhar menos horas pode significar uma divisão mais justa dos ganhos entre os brasileiros.

📊 O que o estudo mostra

A análise, citada pela coluna Painel da Folha de S.Paulo, revela um dado importante: a jornada máxima de 44 horas semanais é mais comum justamente entre trabalhadores de baixa renda e menor escolaridade. Isso significa que quem ganha menos costuma trabalhar mais.

Os pesquisadores usaram dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023 para traçar o perfil dos trabalhadores formais no Brasil. O retrato é claro: jornadas longas aparecem com frequência em setores com salários menores e alta rotatividade de funcionários.

💼 Onde estão as jornadas menores?

Por outro lado, os contratos de 40 horas semanais são mais encontrados em empregos com salários médios mais altos. Isso sugere uma ligação direta entre carga horária menor e melhores condições de trabalho.

A nota técnica do Ipea aponta justamente para essa relação entre tempo de expediente e qualidade do emprego. Na prática, reduzir o limite semanal de horas trabalhadas poderia ser um caminho para diminuir desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro.

🤔 O que isso pode mudar?

Se as conclusões do estudo entrarem no debate público, a discussão sobre jornada de trabalho pode ir além da qualidade de vida e chegar com força no campo da justiça social. Afinal, não se trata apenas de trabalhar menos, mas de equilibrar melhor quem trabalha muito e ganha pouco.