Lula ou Flávio Bolsonaro: quem foi melhor nas entrevistas da sabatina da TV Globo após o Jornal Nacional


Líderes em intenções de votos na campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram pela bancada do Jornal Nacional durante a semana para entrevistas, nas quais tiveram a oportunidade de responder questionamentos e apresentar suas ideias aos eleitores. O jornal O Globo, com seu time de colunistas, acompanhou e analisou as entrevistas em tempo real, com balanços ao final de cada uma.

Entre os dois, o primeiro entrevistado, na quinta-feira (27), foi Lula, que concorre à reeleição, no que seria seu quarto mandato no cargo. Já Flávio, senador que busca pela primeira vez a presidência, foi ouvido ontem (28). Ao longo da semana, a TV Globo também entrevistou Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), outros postulantes ao cargo.

Veja os comentários dos colunistas sobre os desempenhos de Lula e de Flávio no Jornal Nacional:

Lula (PT)

Thomas Traumann: “Desacostumado a entrevistas duras, o presidente Lula passou a maior parte do tempo na defensiva, respondendo sobre casos de corrupção envolvendo seu filho e ex-chefe de gabinete. Encerrou se perdendo no tempo das considerações finais”.

Míriam Leitão: “O candidato Lula da Silva enfrentou as perguntas sobre corrupção admitindo que o filho será punido se tiver cometido erros e que as ações do seu ex-chefe de gabinete levam desconfiança para o governo. Mas lembrou que a quadrilha do INSS foi montada em 2019 e foi investigada e presa pelo governo dele. Deu boas respostas para perguntas muito duras. Errou quando quis criticar a pergunta pertinente da Renata Vasconcellos sobre contas públicas. Na área fiscal, a atitude de dizer que fez superávit no passado não resolve nenhuma das dúvidas atuais sobre a trajetória da dívida. Na educação, surfou com dados e entusiasmo. Na segurança, deu resposta boa. E soube pedir votos”.

Merval Pereira: “Lula parece cansado ao final da entrevista”.

Vera Magalhães “A experiência de Lula fez com que encarasse com desenvoltura uma entrevista dura. Defendeu investigação do filho e de Marcola. Evitou de novo falar em corte de gastos, dizendo que produziu superávits em todos os seus mandatos. Derrapou na agressividade com Renata Vasconcellos depois de uma sucessão de perguntas sobre corrupção. O fim da escala 6×1 ficou de fora e ele esqueceu de colocar nas considerações finais”.

Fabio Graner: “Lula se mostrou firme nas respostas sobre os questionamentos em torno das denúncias contra seu filho e os escândalos do INSS e do Master, mas não conseguiu uma resposta que o tirasse rapidamente do tema. No debate sobre contas públicas, evocou seu passado, disse ter compromisso com responsabilidade, mas enfraqueceu o discurso do seu ministro da Fazenda, a quem havia autorizado sinalizar postura mais forte no fiscal. Na educação, mostrou se importar com o tema e querer fazer mais, sem deixar claro como. E na segurança, fez um discurso muito técnico para um assunto que mexe com emoções. Saiu da entrevista sem brilhar, mas também não se prejudicou”.

Bernardo Mello Franco: “Questionado sobre as suspeitas que envolvem o filho e o ex-chefe de gabinete, Lula se refugiou na presunção de inocência, prometeu não interferir na PF e tentou usar o caso para se diferenciar de Bolsonaro. Depois da bateria de perguntas sobre corrupção, fez piada e mostrou alívio ao ter que tratar do crescimento da dívida pública. Foi melhor ao pregar uma ‘revolução tecnológica’ e prometer mais investimentos em educação num eventual quarto mandato”.

Bela Megale: “No tema mais difícil que foram as acusações contra seu filho, Lula se descolou das investigação, cobrou apurações e justiça para aliados e para o próprio Lulinha. Ao mesmo tempo os acolheu, dizendo que é preciso ter presunção de inocência. Vendeu aos eleitores a esperança de prosperidade, falou sobre o Brasil explorar minerais críticos e ocupar uma posição de disputa com países ricos. Faltaram temas como soberania e escala 6×1. Em alguns momentos, o presidente se mostrou exaltado, especialmente nas perguntas sobre as investigações envolvendo seu filho e aliados”.

Flávio Bolsonaro (PL)

Thomas Traumann: “Flávio Bolsonaro segue sem explicar como arrancou R$ 60 milhões de um banqueiro corrupto, como o miliciano Adriano é um “policial exemplar” e fugiu de qualquer detalhe de como vai recuperar a economia”.

Bernardo Mello Franco: “Flávio Bolsonaro não conseguiu dar explicações convincentes sobre a intimidade com Daniel Vorcaro, as relações com o chefe do Escritório do Crime e a rachadinha em seu gabinete na Alerj. Voltou a negar a tentativa de golpe e evitou se comprometer com o respeito ao resultado das urnas. Na pauta econômica, renegou as medidas impopulares defendidas por economistas e investidores que o apoiam. Em seu favor, manteve a calma e não repetiu os rompantes do pai em entrevistas”.

Míriam Leitão: “Flávio Bolsonaro se preparou bem para dar respostas prontas, manteve o tom sereno, mas repetiu todas as respostas que sempre deu para fugir das explicações sobre as suas relações com o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Não quis sequer se comprometer a divulgar o contrato que fez com Vorcaro, alegando que a imprensa já fez isso. Também deu explicações falsas para a sua relação com o miliciano e chefe do escritório do crime no Rio, Adriano da Nóbrega, alegando que quando o condecorou e empregou seus familiares ele era “policial exemplar”. Não se comprometeu com o ajuste fiscal. Negou a mudança climática e mostrou ignorância sobre o tema. Mentiu em vários momentos, mas a mais curiosa das mentiras foi a de acusar o Baptista Jr, brigadeiro que Bolsonaro nomeou, de ter declarado voto em Lula”.

Vera Magalhães: “Flávio soou altamente ensaiado e mentiu sobre temas importantes, como o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro e a participação dele e do irmão Eduardo na obtenção de sanções contra o Brasil pelos Estados Unidos. Treinado, voltou atrás em ataques contra as urnas eletrônicas e negacionismo climático. Procurou se apresentar moderado e sereno, mas parecia os personagens de IA que adora usar em suas redes”.

Bela Megale: “Flávio respondeu com calma e equilíbrio às perguntas, mas não explicou temas importantes, como o dinheiro que pediu a Vorcaro e os gastos do filme sobre o pai. Na economia, não disse de quanto vai ser o ajuste fiscal e nem se vai indexar a aposentadoria ao salário mínimo. No meio ambiente, mostrou ser negacionista como Jair Bolsonaro”.

Fábio Graner: “Flávio Bolsonaro fez um jogo tático, não explicou o que tinha para explicar, como a relação com Daniel Vorcaro, e por isso não conseguiu virar a pauta da entrevista e nem mostrar postura propositiva. Quando chegou no tema em que teria condições de mostrar algum caminho para seu ajuste fiscal, não conseguiu indicar um rumo claro. Com certa soberba, aposta em ser anti-PT para derrubar a taxa de juros e resolver o problema fiscal. Pressionado na maior parte do tempo, não se abalou, como seus adversários esperavam, e vendeu um ar de confiança, mas seguirá com nuvens pairando sobre sua cabeça”.

Merval Pereira: “Do ponto de vista do marketing, Flávio foi bem. Do ponto de vista do conteúdo, mentiu muito”.

Pablo Ortellado: “Assim como Lula, Flávio Bolsonaro teve um desempenho razoável, respondendo como pode as grandes dúvidas que recaem sobre ele. As respostas sobre suas ligações com a milícia e com Vorcaro foram pouco convincentes — mas talvez seja o melhor que ele consegue fazer. Quando perguntado sobre políticas públicas, no segundo bloco, foi mais fraco do que Lula. Seu entendimento de que as mudanças climáticas são cíclicas e não causadas pela ação humana indicam descompromisso com a redução de CO². A avaliação do processo golpista de 2022-2023 e sua promessa de anistiar os condenados pelos atos antidemocráticos deixam sérias dúvidas sobre seu compromisso com a democracia. Porém, foi alvissareira sua declaração de respeito às urnas e ao resultado eleitoral”.

Renato Meirelles: “Ele estava bem preparado, não escorregou e apresentou com competência a melhor versão das posições que defende. O problema é que entrevista também é aquilo que fica na cabeça de quem assiste. Para o eleitor indeciso, foram 40 minutos de jornalistas relembrando acusações, controvérsias e relações incômodas do seu passado”. (Via: O Globo)

Augusto Cury encerra série de sabatinas da Globo neste sábado

 

 
 
 

Augusto Cury (Avante) participa neste sábado (29) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 21h20 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. O g1 também transmite ao vivo, bem como a Globonews. As informações são do g1.

A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.

A Globo convidou os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

As entrevistas tiveram início na segunda-feira (24), com Romeu Zema (Novo), seguidas por Ronaldo Caiado (PSD), na terça-feira (25); Renan Santos (Missão), na quarta-feira (26); Lula (PT), na quinta-feira (27); Flávio Bolsonaro, na sexta-feira (28); e, encerrando a série, Augusto Cury (Avante), neste sábado (29).

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Flávio repete Bolsonaro e usa ‘cola’ na mão em sabatina no Jornal Nacional

 

 
 
 

Durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira (28), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) repetiu um recurso já usado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), e levou uma “cola” na palma da mão.

Flavio escreveu na mãe esquerda as palavras “Mudança”, “Futuro” e “7/set”. Ele repete o que o pai, Jair Bolsonaro, já fez em entrevista ao Jornal Nacional.

Jair Bolsonaro levou palavras anotadas na mão durante a campanha de 2022. Na ocasião, estavam escritas “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”.

Hospital do Câncer presta homenagem a Joel da Harpa por destinação recorde de emendas à unidade

 

 Divulgação
SAÚDE

Por Alberes Xavier - Edição de Laura Mendes
 

O trabalho do deputado estadual Joel da Harpa, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ultrapassou as pautas da segurança pública e ganhou um reconhecimento especial na área da saúde. O parlamentar foi homenageado pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) por sua atuação e por se destacar como o deputado que mais destinou emendas parlamentares para a unidade hospitalar.

A homenagem representa o reconhecimento a um mandato que tem transformado recursos públicos em investimentos para quem mais precisa. As emendas destinadas por Joel da Harpa contribuem para fortalecer a estrutura e os serviços oferecidos pelo hospital, referência no tratamento oncológico e responsável por atender milhares de pernambucanos.

Mais do que números no orçamento, as emendas representam investimentos em vidas, tratamento, esperança e dignidade. “Receber essa homenagem é uma honra enorme, mas, acima de tudo, é uma confirmação de que o nosso mandato está cumprindo seu papel. Cada recurso destinado ao Hospital de Câncer tem um propósito: ajudar a salvar vidas e garantir que o pernambucano tenha acesso a um atendimento cada vez melhor”, destacou Joel da Harpa.

Conhecido pela atuação firme em defesa dos profissionais de segurança pública, Joel também vem ampliando sua atuação em outras áreas essenciais. Para o deputado, não existe mandato forte sem compromisso com as necessidades reais da população. “A segurança pública é uma das nossas principais bandeiras, mas o nosso compromisso é com a vida. E defender a vida também é defender a saúde, apoiar os hospitais e garantir condições para que as pessoas tenham acesso ao tratamento de que precisam”, concluiu.

Dono da Record e líder da Igreja Universal, Edir Macedo tem fortuna estimada em R$ 10 bilhões


 
 
 

A nova lista com 255 bilionários do Brasil afirma que o bispo Edir Macedo possui R$ 10,3 bilhões. O criador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus está com 81 anos.

No setor da comunicação, ele é dono da Record, que tem a segunda maior média de audiência da TV aberta. Comprou a emissora em 1989, quando estava com dificuldades financeiras e em baixa no Ibope. Em 2025, o faturamento da TV foi de R$ 2,3 bilhões. As informações são do portal Terra.

Ele comanda também o canal W67CI nos Estados Unidos, a TV Miramar de Moçambique, na África, além de outras emissoras menores no Brasil. Macedo está à frente de várias rádios e editoras de livros e jornais. Sua carteira de negócios inclui o Banco Digimais, focado em crédito consignado e financiamento de veículos, e vários imóveis. O bispo se divide entre São Paulo e Miami, na Flórida.