Paulo Lima, da FERVASF, entra na caminhada com Marconi Santana



A governadora Raquel Lyra comandou, nessa quinta-feira (26), a solenidade de formatura de 230 novos policiais científicos. O novo efetivo, formado por peritos criminais, médicos legistas e agentes de medicina legal, irá reforçar a produção de provas periciais e a investigação criminal. A cerimônia foi realizada no Centro de Convenções, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, e reuniu autoridades e familiares de formandos. A vice-governadora Priscila Krause participou da solenidade.
“O programa Juntos pela Segurança tem a alegria de anunciar mais 230 profissionais para a Polícia Científica de Pernambuco. Todos eles vão nos ajudar a garantir inquéritos e investigações mais qualificadas, além de um melhor acolhimento às vítimas de violência, de maneira mais eficiente. Hoje, a Polícia Científica de Pernambuco recebe o maior investimento da sua história. Temos, neste momento, sete complexos de polícia científica em construção. Todos esses investimentos vão permitir que tenhamos, de fato, uma Secretaria de Defesa Social cada vez mais estruturada”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.
Os 79 agentes de medicina legal, 66 médicos-legistas e 85 peritos criminais concluíram a formação, com duração de quatro meses, sob a supervisão da Escola Superior de Polícia Civil (ESPC) e da Academia Integrada de Defesa Social (Acides), em articulação com a Coordenação de Ensino, Pesquisa e Gestão da Qualidade da Polícia Científica, garantindo a qualidade pedagógica e o alinhamento às diretrizes institucionais.
“O inquérito, sem uma prova técnica bem realizada, corre o risco de não ser bem resolvido na fase da ação penal. Todos esses novos servidores vão robustecer a investigação criminal. Esses investimentos realizados pela gestão estadual fortalecem a segurança pública de Pernambuco. Investimentos nunca vistos antes”, frisou o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.
De acordo com o gerente-geral da Polícia Científica de Pernambuco, Wagner Bezerra, os novos profissionais chegam para fortalecer a corporação estadual. “Esses novos profissionais chegam para fortalecer o nosso efetivo em Pernambuco. Dentro da formação da Polícia Científica, os agentes de medicina legal têm nível superior em diversas áreas. Os médicos vêm da área de medicina, e os peritos atuam em áreas específicas. Temos peritos em engenharia, computação, química, física, biologia, veterinária, odontologia, entre outras”, explicou Wagner Bezerra.
Recomposição no efetivo
Com a formação desses novos policiais científicos, Pernambuco avança na recomposição do efetivo, que, até o final de 2026, contará com mais de 7 mil novos profissionais, entre policiais militares, civis e bombeiros militares, reforçando a segurança pública em todo o Estado, com investimento superior a R$ 1 bilhão. Acompanharam a solenidade o comandante-geral da Polícia Militar (PMPE), Coronel Ivanildo Torres; o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Francisco Cantarelli, e o delegado-geral da Polícia Civil Pernambuco (PCPE), Felipe Monteiro. Também prestigiaram o evento os deputados estaduais Joel da Harpa e Luciano Duque, além da vereadora do Recife Flávia de Nadegi e o vereador do Cabo de Santo Agostinho, Sargento Almeida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que se autoidentificam como de centro (posição 4 numa escala de 1 a 7) nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no início de março de 2026. Num dos cenários sem Ratinho Junior, Lula tem 31% e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais. As informações são do Estadão.
A pesquisa também mostra que, na espontânea entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com empate técnico; 24% votariam em branco e 3% não sabem.
No eleitorado total, Lula também lidera Flávio no primeiro turno por cinco ou seis pontos, e os dois ficam tecnicamente empatados no segundo turno (46% para Lula e 43% para Flávio). Já entre os que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas (posição 3 numa escala de 1 a 5), Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro e no segundo turno (40% a 35%), com alta proporção de brancos (23%). Em rejeição, eles também ficam próximos: no centro, 45% dizem que não votariam em Lula e 51% em Flávio; entre os não alinhados, 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio.
A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 137 municípios. Está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

A Revista Veja trouxe, na capa de sua última edição, a seguinte manchete: “O velório da terceira via”. Na imagem, um velório. No centro da cena, Gilberto Kassab aparece como um padre, cercado pelos governadores Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, que seguram velas e encaram o leitor, enquanto Ratinho Júnior se apresenta cabisbaixo. Ao meio, um caixão coberto por um manto, escrito “centro”.
A reportagem argumenta que, nas últimas duas eleições presidenciais, a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) impediu a consolidação de uma candidatura alternativa competitiva. Em 2018, o ex-ministro Ciro Gomes, então no PDT, até superou a marca de dois dígitos no primeiro turno, mas ficou na terceira colocação com 12,47% dos votos. Em 2022, o desempenho da pretensa terceira via foi ainda pior. Concorrendo pelo MDB, Simone Tebet terminou em terceiro lugar com apenas 4,16%, enquanto o próprio Ciro registrou 3,04%.
Diante do alto nível de rejeição aos principais polos, partidos voltaram a ensaiar uma alternativa de centro. Comandado por Kassab, o PSD chegou a apresentar três governadores como possíveis candidatos. O nome mais competitivo, Ratinho Júnior, era apontado como opção viável, mas desistiu da disputa às vésperas do lançamento, frustrando mais uma tentativa de construção de uma candidatura fora da polarização.
O levantamento da Veja descreve esse movimento como mais um capítulo do enfraquecimento da chamada terceira via, marcada por dificuldades de articulação, baixo desempenho eleitoral e migração de apoios. Para a revista, o cenário reforça a tendência de manutenção de uma disputa concentrada entre os dois principais polos políticos do país.