Atendimentos por infertilidade masculina no SUS mais que dobram em uma década
05:53
Blog do Adeildo Alves
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Registros passaram de 725, em 2015, para 2,5 mil em 2024; médicos explicam por que mais homens têm procurado ajuda e o que pesa na dificuldade para engravidar.
— Foto: Freepik
O número de atendimentos relacionados à infertilidade masculina no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou ao longo da última década, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde obtidos pelo g1.
Em 2015, foram registrados 725 atendimentos. Em 2024, o total chegou a 2,5 mil —o maior número da série histórica. Em 2025, até o mês de setembro, já haviam sido contabilizados 1,5 mil registros.
Os dados reúnem atendimentos ambulatoriais e hospitalares registrados nos Sistemas de Informações Ambulatoriais e Hospitalares (SIA e SIH) e não correspondem ao número de pessoas nem a diagnósticos definitivos, já que um mesmo paciente pode realizar mais de um atendimento ao longo do tempo.
Ainda assim, especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a curva de crescimento reflete uma combinação de mudança de comportamento, maior acesso aos serviços de saúde e aumento de fatores que prejudicam a fertilidade masculina.
Para o urologista e andrologista Rafael Ambar, especialista em Medicina Sexual e Reprodutiva do Homem pela Faculdade de Medicina do ABC e médico do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), os números dialogam com o que vem sendo observado nos consultórios.
“Esse crescimento não representa apenas mais procura por consultas. Ele também reflete uma maior ocorrência de fatores que prejudicam a fertilidade masculina, como obesidade, sedentarismo, uso de anabolizantes, poluição ambiental e o adiamento da decisão de ter filhos”, afirma.
Infertilidade masculina não é exceção
Na literatura médica, a infertilidade é definida quando não ocorre gravidez após um ano de relações sexuais regulares, sem uso de métodos contraceptivos. Nos casos em que a mulher tem mais de 35 anos ou quando existem fatores de risco conhecidos, a investigação costuma começar antes.
Estudos e a prática clínica indicam que o fator masculino está presente em 40% a 50% dos casos de infertilidade conjugal, seja como causa única ou associada a fatores femininos.
“Durante muito tempo, a investigação começou pela mulher. Hoje, sabemos que isso atrasa o diagnóstico e o tratamento”, explica Romulo Nunes, urologista, médico assistente do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) e cirurgião geral da Clínica Sartor.
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