Flores celebra 134 Anos de Emancipação Politica
Município comemora nesta sexta-feira (11) mais de um século de trajetória, marcada pela cultura, tradição, resistência e pela força do povo florense
Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o município de Flores, no Sertão do Pajeú, celebra seus 134 anos de emancipação política, em uma data que representa muito mais do que uma comemoração no calendário: é um momento de lembrar a história de uma das mais antigas e importantes localidades do Sertão pernambucano.
Conhecida pela sua tradição, pela religiosidade, pela cultura popular e pela força de sua gente, Flores carrega uma trajetória que remonta a séculos e que está diretamente ligada à própria formação territorial do Pajeú.
Embora o aniversário político comemorado atualmente seja de 134 anos, a história de Flores é muito mais antiga. 
Segundo o histórico do IBGE, o distrito de Flores de Ribeira de Pajaú foi criado pelo Alvará de 11 de setembro de 1783. Anos depois, em 15 de janeiro de 1810, a localidade foi elevada à categoria de vila, com a denominação de Flores de Ribeira de Pajeú, sendo instalada em 1811.
Ao longo do século XIX, Flores passou por diferentes transformações administrativas. Em 1851, a sede municipal foi transferida para a então Vila Bela, atual Serra Talhada. Em 1858, a vila de Flores foi novamente elevada à condição de município.
O processo de autonomia municipal ganhou novo capítulo após a Constituição Estadual de Pernambuco de 1891. De acordo com registros históricos, Flores tornou-se município autônomo por meio da legislação estadual de 3 de agosto de 1892, marco que está na origem da contagem dos 134 anos celebrados em 2026.
Já a transformação da sede em cidade ocorreu posteriormente, em 1º de julho de 1909, pela Lei Estadual nº 991.
A importância histórica de Flores pode ser percebida também pela dimensão do território que esteve ligado ao antigo município.
Ao longo de sua história, a antiga Comarca de Flores abrangia uma extensa área que hoje corresponde a diversos municípios do Sertão pernambucano, entre eles Carnaíba, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Triunfo, Serra Talhada, Floresta, Tacaratu e Tabira, entre outros territórios que posteriormente conquistaram suas próprias autonomias.
Por isso, Flores é frequentemente lembrada como uma das localidades-mães na formação histórica do Sertão do Pajeú.
Mais de dois séculos depois dos primeiros registros de sua formação, Flores continua ocupando posição de destaque no Sertão pernambucano.
Dados mais recentes disponibilizados pelo IBGE apontam que o município possui 995,561 km² de área territorial e registrou 20.347 habitantes no Censo 2022. A estimativa populacional mais recente disponível no painel do IBGE aponta 20.776 habitantes.
O município apresenta ainda densidade demográfica de 20,44 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto o PIB per capita registrado pelo IBGE para 2023 foi de R$ 12.074,47.
Na educação, um dos indicadores que chamam atenção é a taxa de escolarização de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, que alcançou 99,63%, segundo os dados apresentados pelo IBGE.
Flores também é formada atualmente pela sede municipal e pelos distritos de Fátima e Sítio dos Nunes, composição administrativa registrada pelo IBGE.
A história de Flores não está apenas nos documentos oficiais. Ela também está presente nas manifestações culturais, na religiosidade, nas festas tradicionais e nos costumes preservados pelas famílias florenses.
Entre as expressões que ajudam a contar essa identidade está o tradicional Festival de Carros de Boi, que em 2026 chegou à sua 16ª edição, reunindo moradores e visitantes em torno de uma das manifestações mais simbólicas da cultura local.
A religiosidade também ocupa lugar importante na trajetória do município. A criação da Freguesia de Flores do Pajeú, em 1783, está diretamente relacionada à história religiosa local e à devoção a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.
Celebrar os 134 anos de emancipação política é também olhar para o passado sem perder de vista o futuro.
Flores chega a mais um aniversário carregando as marcas de uma história construída por gerações de agricultores, comerciantes, trabalhadores, professores, artistas, religiosos, estudantes, servidores públicos, empreendedores, atletas e tantas outras pessoas que ajudaram e continuam ajudando a construir o município.
É uma história que começou há séculos às margens do Rio Pajeú e que atravessou diferentes períodos políticos e administrativos até chegar à Flores dos dias atuais.
Nesta sexta-feira, enquanto a cidade comemora seus 134 anos de emancipação política, cada florense também celebra sua própria ligação com essa terra.
Flores é memória, é cultura, é tradição. É passado que permanece vivo e futuro que continua sendo construído pelo seu povo.
Parabéns, Flores, pelos seus 134 anos de emancipação política!




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