Jovem é morto a facadas dentro de academia; suspeito é preso por PM que treinava no local

 

Uma academia localizada em Londrina, no Paraná, foi palco de um homicídio na noite de segunda-feira (5). Um homem, ainda não identificado, foi esfaqueado ao menos cinco vezes no estacionamento do local.

Segundo informações iniciais, o suspeito abordou a vítima no momento em que ela caminhava em direção ao próprio carro. Eles teriam tido uma breve conversa até que o homem sacou uma faca e desferiu os golpes.

Na tentativa de fugir das agressões, a vítima correu de volta para o interior da academia. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele pula uma grade de metal, mas é alcançado pelo criminoso, que desferiu uma última facada. O rapaz não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Um policial militar à paisana, que treinava no estabelecimento, conseguiu deter o agressor, que foi preso em flagrante. O suspeito foi autuado por homicídio qualificado.

Em nota, a academia Panobianco afirmou não ter "qualquer participação ou responsabilidade sobre o ocorrido", destacando que se tratou de "um episódio de violência que teve início fora de suas dependências e que, infelizmente, teve desfecho dentro do estabelecimento".

Facção venezuelana citada por Trump tem membros em 6 estados do Brasil


O Tren de Aragua, maior facção criminosa da Venezuela, já tem membros em ao menos seis estados brasileiros. A maior concentração fica em Roraima, que faz fronteira com o território venezuelano e por onde entraram milhares de refugiados nos últimos anos.

O suposto envolvimento do líder venezuelano, Nicolás Maduro, com a facção é apontado como uma das motivações para o sequestro dele e de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas no último sábado (3/1). Os dois estão presos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, em Nova York.

Um grande júri federal dos Estados Unidos indiciou Maduro por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

De acordo com a acusação, Maduro teria liderado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

“Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo a Sangrenta Gangue de Trem de Aragua, para aterrissar comunidades americanas em todo o país. Eles fizeram isso, ele fez isso. Tomavam complexos de apartamento, cortavam dedos de pessoas que ligavam para a polícia, foram brutais. Eles não serão mais brutais agora”, declarou o presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo a Polícia Civil de Roraima, já há membros “diplomáticos” do Tren de Aragua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo e no Rio, os traficantes venezuelanos se aliaram às duas maiores facções brasileiras: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Conheça o Tren de Aragua

Foi em Roraima que, além de cidadãos sem nenhum tipo de vínculo com o mundo do crime, integrantes do Tren de Aragua aportaram, ao menos desde 2016.

Ao Metrópoles o delegado Wesley Costa Oliveira, titular da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco) de Roraima, afirmou que, em um primeiro momento, criminosos da Venezuela chegaram mais timidamente na capital Boa Vista, passando-se por refugiados.

Gradativamente, foram aumentando em número e confiança suficientes para disputar territórios na cidade, com outras facções, provocando um aumento em casos de homicídio. Dados oficiais mostram que os assassinatos saltaram de 90, em 2020, para 127, no ano seguinte, quando o bando conquistou pontos para vender cocaína.

Já com territórios estabelecidos, o Tren de Aragua passou a criar conexões com o PCC e o CV, tornando-se o principal fornecedor de armas para as facções brasileiras, para as quais também garante o transporte de cargas de cocaína, vindas da Colômbia, por meio do território venezuelano.

Tráfico humano

Como revelado pelo Metrópoles, além do tráfico de armas e de drogas, o Tren de Aragua conta com um sofisticado esquema de tráfico de mulheres.

“A preponderância dos alvos são venezuelanas, que passam fome. Os criminosos falam para virem ao Brasil, onde terão condições melhores de vida e, por fim, são exploradas pelo Tren de Aragua, que controla casas de prostituição, onde cobram taxas das vítimas”, explicou o delegado Wesley Costa Oliveira.

Em decorrência da vida difícil, algumas das vítimas acabam se viciando em drogas, aumentando ainda mais a dívida com os criminosos. “Mas, em alguns casos, a conta não fecha e as mulheres são mortas, para dar exemplo para outras”, acrescentou o policial.

No fim de 2024, a Polícia Civil de Roraima localizou um cemitério clandestino do Tren de Aragua, em Boa Vista, no qual foram encontrados 10 corpos. Entre eles, segundo o titular da Draco, havia cinco mulheres com indícios de desmembramentos, da mesma forma que as outras vítimas enterradas.

Governo Trump recua e diminui acusação contra Maduro após sua captura nos EUA


Após a polêmica operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, o governo dos Estados Unidos fez uma mudança estratégica na acusação criminal contra o ex-presidente da Venezuela, que vinha sendo apresentada de forma mais agressiva até poucos dias atrás. 

Segundo nova versão do processo elaborada pelo Departamento de Justiça norte-americano, Maduro não é mais descrito como “chefe de um cartel de drogas” liderando diretamente o chamado Cartel de Los Soles — termo amplamente usado por Washington nos últimos meses para justificar a pressão sobre Caracas. 

No documento atualizado, a linguagem foi suavizada: agora se afirma que Maduro teria participado, protegido e beneficiado um sistema de corrupção que lucrou com o tráfico de drogas, sem atribuir-lhe a chefia operacional de uma organização criminosa específica. 

O movimento representa um recuo claro em relação à acusação anterior, que descrevia Maduro como líder de uma organização terrorista narcotraficante — inclusive usada pelo governo Trump para defender a intervenção militar que culminou na sua captura em Caracas no último sábado. 

O Cartel de Los Soles, cuja existência é debatida por especialistas e fontes internacionais, passou a ser tratado de forma menos incisiva no processo. Agora ele aparece apenas como um termo geral associado à rede de corrupção e tráfico que envolveria oficiais venezuelanos de diferentes patentes, e não como uma estrutura com hierarquia definida sob o controle direto de Maduro. 

A mudança ocorre em um momento de forte debate internacional e jurídica sobre a legalidade e os efeitos da ação militar dos EUA na Venezuela, que já motivou reações de governos estrangeiros, entidades internacionais e análises jurídicas sobre soberania e direito internacional.

Alexandre de Moraes nega transferência de Bolsonaro para hospital após queda


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou a transferênca do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Hospial DF Star. O político bateu a cabeça após sofrer uma queda dentro da cela, onde está preso na Superintêndencia da Polícia Federal. 

A PF já havia apontado que o político sofreu um "traumatismo leve" e que não havia necessidade de transferência.

Tiroteio intenso causa pânico em avenida movimentada de capital brasileira; Veja


Um tiroteio intenso aconteceu em uma avenida movimentada de uma grande capital do Brasil, na tarde desta terça-feira (6), causando pânico entre os motoristas e pedestres que estavam presentes no momento.

De acordo com o portal Enfoco Notícias, a Polícia Militar relatou que os criminosos tentaram assaltar um motorista em um estacionamento localizado na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, na Região Central de Duque de Caxias - RJ.

Haddad e Lewandowski pedem para deixar o governo Lula; saiba quem assume


Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediram para deixar o governo Lula e já comunicaram a decisão ao presidente da República. A informação foi publicada pelo colunista Valdo Cruz, da Globonews. Segundo a publicação, o governo já se movimenta para definir os substitutos.

Lewandowski já conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Já Haddad pretende seguir no ministério até fevereiro.

Integrantes do governo e da pasta da Justiça, no entanto, defendem a permanência do ministro até a aprovação da "PEC da Segurança Pública". A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado. Caso saia, a expectativa é que Lewandowski ceda o ministério para o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que é baiano.

Para o lugar de Haddad, outro secretário-executivo também deve assumir o ministério: Dario Durigan. Com o retorno a Brasília, Lula pretende, de acordo com o colunista, intensificar as tratativas para que Fernando Haddad dispute as eleições ao governo de São Paulo ou ao Senado.