COLUNA DO ADEILDO ALVES,
HORA DE ACORDAR. BORA COMADRE! – A governadora Raquel Lyra precisa entender que gestão e política não são caminhos opostos — precisam andar juntos. Enquanto aposta quase exclusivamente na administração, o prefeito do Recife, João Campos, mostra que é possível governar e, ao mesmo tempo, fazer articulação política com eficiência. O resultado já começa a aparecer.
Mesmo após minimizar a influência dos prefeitos na eleição estadual, João saiu a campo e, em poucos meses, já atraiu gestores que antes orbitavam o palanque de Raquel. Prefeitos de cidades pequenas, é verdade, mas que somam força política e ampliam capilaridade no interior. Nos bastidores, a informação é de que mais adesões estão a caminho.
O alerta é claro: se Raquel não acelerar o diálogo político agora, pode ser tarde depois. Em eleição majoritária, entrega de obras pesa — mas articulação, presença e alianças continuam fazendo toda a diferença. João entendeu isso cedo. Raquel ainda tem tempo, mas o relógio não para.
EXPECTATIVA RENOVADA – Mesmo atravessando um momento administrativo e político considerado delicado, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB), aposta em 2026 como um ano de virada. A expectativa do gestor é de que o próximo período seja marcado por conquistas importantes, com entrega de ações e obras que alcancem tanto a zona urbana quanto a rural do município. Empenho e dedicação não têm faltado. Sandrinho tem “se virado nos trinta” para manter o funcionamento da máquina pública e garantir avanços. A aposta agora é que 2026 traga anúncios positivos e resultados concretos para a população afogadense.
POR FALAR EM AFOGADOS… – Não vão faltar convites para que o engenheiro e empresário Danilo Simões (PSD) participe de forma mais ativa do pleito eleitoral deste ano, seja compondo uma chapa proporcional para a Assembleia Legislativa ou até para a Câmara Federal. O nome desperta interesse. Apesar de já ter compromisso político declarado com Romero Sales (estadual) e Iza Arruda (federal), a política é dinâmica — muda como nuvem. Não se sabe se ele irá, mas uma coisa é certa: convite não vai faltar.
TEMPO, POLÍTICA E CORAGEM … – O tempo, de fato, apaga muita coisa. O protagonismo político que hoje cerca Danilo Simões, em Afogados da Ingazeira, poderia estar nas mãos de outras figuras que tiveram trajetória ativa e relevante na política local. Nomes como Augusto Martins — ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-presidente da Câmara —, Rubinho do São João, Franklin Nazário e até Dr. Edmilson, que chegou a viver um momento de forte repercussão para disputar a Prefeitura, são exemplos claros. Enquanto alguns preferiram não encarar a luta, Danilo foi à disputa. Mesmo tendo passado anos distante da cidade, mostrou força e expressividade. Fica a reflexão: imagine se aqueles que estiveram mais próximos do povo e dos problemas do município tivessem tido a mesma coragem. O cavalo passou selado. Quem quis, montou. É só uma opinião!
OLHAR JOVEM – Fale o que falar, mas o ex-prefeito de Flores, Marconi Santana entra para a história ao ser o primeiro a abrir espaço, no Sertão do Pajeú, para uma modalidade totalmente voltada à juventude. Ao apostar nos E-Sports, ele rompe com o tradicional e coloca a região no mapa de uma nova forma de esporte e cultura digital — algo que até então ninguém havia feito. O evento acontece nesta terça (7), na Quadra da Vila Nova, em Flores, com disputas de grandes jogos da atualidade e mais de R$ 10 mil em prêmios, além de inscrições gratuitas. Uma iniciativa enxuta, inovadora e simbólica, que mostra sensibilidade com os jovens e visão de futuro.
CRÍTICAS EXAGERADAS – O secretário de Meio Ambiente de Afogados da Ingazeira, Adelmo Santos, virou alvo de críticas nas redes sociais em razão dos recentes cortes de árvores na cidade. É preciso ponderar. Adelmo deixou claro que não teve conhecimento prévio de algumas ações que acabaram ferindo o meio ambiente — afinal, não é onisciente nem onipresente. Uma coisa é certa: trata-se de um secretário capacitado, competente e bem-intencionado. A enxurrada de críticas virtuais, muitas vezes sem a devida contextualização, soa mais como injustiça do que como cobrança responsável. O debate ambiental é necessário, mas precisa ser feito com equilíbrio e senso de justiça.
ATUAÇÃO TÍMIDA – O primeiro ano do mandato da vereadora afogadense Lucineide do Sindicato (PT) foi marcado por uma atuação considerada menos intensificada na agenda rural, justamente um campo onde se esperava maior protagonismo. Mesmo sem origem em movimentos sindicais, César Tenório (PSB) e Gal Mariano (MDB) ocuparam mais espaço na zona rural, dialogando com o homem do campo e demonstrando presença em um ambiente que, em tese, deveria ser mais próximo da petista. No plenário da Câmara, o mandato de Lucineide também passou sem grande destaque. A postura governista acabou diluindo sua identidade mais arrojada, tornando sua atuação semelhante à de outros vereadores da base.
ROTA PETISTA – Por falar nisso, o deputado federal Carlos Veras e os representantes da base sindical bem que deveriam tomar a iniciativa de oferecer uma consultoria política à vereadora. A ideia é simples: ajudar na construção de uma pauta diferenciada, que dialogue de forma mais clara com a ideologia do partido. Capacidade não lhe falta. Lucineide discursa bem, tem boa impostação de voz, é ruralista e domina o linguajar da roça. O que parece faltar, de fato, é uma equipe que a oriente estrategicamente para transformar essas qualidades em um mandato com identidade própria. Basta lembrar que, no período em que Braz Emídio foi vereador, o PT soube direcioná-lo com pautas relevantes e alinhadas ao projeto político da sigla — algo que pode, e deve, ser retomado agora.
É MINHA OPINIÃO… – Sei que há quem fique chateado com minhas opiniões. Faz parte. A linha editorial deste espaço é clara, definida e não muda conforme o vento. Jornalismo é isso: opinião, análise e posicionamento. Nesta coluna, expresso o que penso, doa a quem doer, sempre com respeito aos fatos. Aos que concordam, meu agradecimento; aos que discordam, meu respeito.








