FARPAS PÚBLICAS – A suposta suspensão dos atendimentos no Hospital da Polícia Militar de Pernambuco provocou um embate público entre deputados classistas da própria corporação. Coronel Meira (PL) e Joel da Harpa (PL) trocaram críticas nas redes sociais após questionamentos sobre uma portaria que circularia nos bastidores da PM. O debate ganhou ainda mais tensão com a entrada da ex-cabo Aênia, que também fez duras críticas, enquanto Meira elevou o tom ao responsabilizar o governo estadual. Joel saiu em defesa da gestão do hospital e afirmou que o Sistema de Saúde da PMPE segue funcionando normalmente, com atendimentos mantidos e demandas sendo resolvidas. O episódio expôs um embate que ultrapassou o debate técnico e ganhou contornos políticos…
SUPERLOTAÇÃO – A construção da chapa para 2026 começa a impor desafios ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), especialmente na disputa pelas duas vagas ao Senado. O cenário é de superlotação: além de Humberto Costa, postulantes como Sílvio Costa Filho (Republicanos), Marília Arraes (Solidariedade) e Miguel Coelho (União Brasil).
Nos bastidores, a possibilidade de uma adesão de Eduardo da Fonte (PP) só aumentaria a pressão sobre João. Abrir mão de nomes com densidade eleitoral como Marília Arraes e Sílvio Cista Filho exigiria não apenas habilidade política, mas também um grupo muito coeso e confiante.
A dúvida é se todos esses atores conseguirão chegar juntos a convenção da Frente Popular, ou se o excesso de opções acabará produzindo inevitáveis dissidências no caminho…
O RECADO DE MIGUEL – O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), elevou o tom ao afirmar que o União Brasil só estará no palanque que garantir espaço ao projeto da legenda na chapa majoritária. A declaração soou, nos bastidores, como um recado à Frente Popular e ao entorno do prefeito João Campos (PSB). Entre aliados socialistas, a leitura é de inquietação e tentativa de manter margem de negociação. Mesmo sob críticas, Miguel segue como liderança de peso no Sertão do São Francisco — e seu discurso pode indicar desde pressão pontual até um redesenho de rota para 2026.
LIXO NA ORLA – O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (UB), usou as redes sociais para cobrar mais atenção com a limpeza pública na orla de Tamandaré. Durante visita ao litoral, o gestor se disse entristecido com a grande quantidade de lixo espalhado pela praia, cenário que, segundo ele, contrasta com a beleza natural do local. No vídeo, Gilvandro fez um apelo direto ao prefeito de Tamandaré, Carrapicho, e também aos órgãos responsáveis, pedindo união de esforços para manter a praia limpa e preservada.
RUÍDO INTERNO – Em Araripina, a deputada estadual Socorro Pimentel (União Brasil) agitou os bastidores ao revelar que aceitou disputar uma vaga na Câmara Federal sem comunicar previamente o marido, o ex-prefeito de Araripina Raimundo Pimentel, que também é citado como pré-candidato. A declaração expôs um ruído incomum em um grupo político historicamente visto como alinhado no Sertão do Araripe. A fala mostra a autonomia política de Socorro, mas levanta questionamentos sobre o impacto dessa falta de sintonia nas estratégias eleitorais do casal. Nos bastidores, a dúvida é se o episódio ficará restrito ao campo pessoal ou se pode reverberar no palanque e na divisão de forças do grupo familiar.
NOVA CARA NO GOVERNO – Em Iguaracy, o prefeito Pedro Alves (PSD) começou a imprimir sua marca administrativa ao nomear quatro secretários de sua confiança direta. A mudança sinaliza um novo desenho na gestão, até então composta majoritariamente por indicações do ex-prefeito Zeinha Torres, seu antecessor. As mudanças fortalece a identidade própria do governo Pedro, mas também gera desconforto entre aliados ligados à antiga gestão.
É UM LULISMO DA GOTA! – Mesmo sem espaço no governo Lula e distante das decisões do PT nacional, Marília Arraes (SD) segue na defesa pública do presidente. Na disputa contra Raquel, Marília não conseguiu apresentar um projeto de governo mais amplo, em parte pela condução centralizada da campanha petista, o que afastou eleitores voláteis e de perfil conservador. O vácuo acabou favorecendo Raquel, que ocupou com habilidade a chamada “coluna do meio” do eleitorado…