Nova decisão de Flávio Dino impede emendas parlamentares para ONGs com vínculos familiares

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu, nesta quinta-feira (15), vetar a destinação de emendas parlamentares a entidades sem fins lucrativos, como organizações não governamentais (ONGs), em determinadas situações.
A medida se aplica especificamente às instituições que possuam, em seus quadros administrativo ou diretivo, parentes do parlamentar responsável pela indicação da emenda. A restrição também alcança empresas que tenham como sócios ou prestadores de serviço familiares, cônjuges ou assessores ligados ao político autor da destinação.
Na decisão, Dino afirmou que esse tipo de prática não está de acordo com os princípios do regime republicano, destacando que não é admissível que parlamentares direcionem recursos públicos a entidades associadas, direta ou indiretamente, a familiares, convertendo o dinheiro público em instrumento de favorecimento pessoal, conveniência ou fidelidade política, podendo inclusive caracterizar peculato.
O ministro ressaltou que o entendimento adotado se fundamenta nas normas que vedam o nepotismo e observou que a conduta também pode ser enquadrada como ato de improbidade administrativa.
Segundo ele, existem “fortes indícios de uso irregular de recursos públicos”, fenômeno que vem se intensificando nos últimos meses. Para Dino, qualquer prática que submeta o interesse coletivo a benefícios privados deve ser coibida.







