Indignado, Messias diz a aliados que derrota ao STF foi golpe de Moraes e Alcolumbre; ala do governo entra em modo ‘guerra’

 


Advogado-geral da União afirma a interlocutores que sua derrota foi resultado de articulação política envolvendo Alcolumbre e ministros do STF. Aliados do governo falam em reação direta e defendem Messias no Ministério da Justiça.

Indignado, Messias diz a aliados que derrota ao STF foi golpe de Moraes e Alcolumbre; ala do governo entra em modo ‘guerra’

 

 

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF

Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF

Jorge Messias está indignado com o que chama, a interlocutores, de “golpe” do presidente do Senado Davi Alcolumbre e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para derrotá-lo — e vê também, nos bastidores, atuação do ministro Flávio Dino.

Segundo o blog apurou, o advogado-geral da União indicado por Lula para ocupar o cargo de ministro do STF atua agora para mapear o que considera uma operação articulada para derrubá-lo. Ao mesmo tempo, uma ala do governo já entrou em modo “guerra” para reagir.

A interlocutores, o advogado-geral da União afirma que houve ação direta de ministros do Supremo, citando nominalmente Moraes e Dino, para influenciar o resultado. Na avaliação dele, a derrota não foi circunstancial, mas resultado de articulação — o que, a aliados, ele chama de um “golpe”.

Segundo relatos obtidos pelo blog, Messias diz a interlocutores ver uma digital explícita de Moraes e Dino na operação e sustenta que o episódio inaugura um novo momento na relação com o Supremo.

Aliados de Dino negam, nos bastidores, que ele tenha atuado contra Messias em articulação com Moraes e Alcolumbre. Também afirmam que Dino “lavou as mãos” quando o governo indicou Messias, por não considerá-lo o melhor nome.

Nos bastidores, integrantes do governo têm repetido a mesma linha: “Agora é guerra.”

O diagnóstico que começa a se consolidar no entorno do Planalto é que o caso deixou de ser apenas uma disputa institucional e passou a ser tratado como enfrentamento político direto.

Aliados de Messias avaliam que a derrota pode, paradoxalmente, abrir uma oportunidade no tabuleiro político. A leitura é que o episódio ajuda a empurrar Flávio Bolsonaro para o campo de Alcolumbre e de Moraes, reforçando a narrativa de “sistema” contra o governo.

Bolsonaristas buscam junto a interlocutores de Trump retomada da Lei Magnitsky contra Moraes

 

 

Bolsonaristas querem retomada da Lei Magnitsky contra Moraes

Bolsonaristas querem retomada da Lei Magnitsky contra Moraes

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram conversas com interlocutores ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar viabilizar a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Próximo a Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo disse ao blog ver o Brasil “cavando uma nova briga” com Trump. Segundo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, não há expectativa de retomada de tarifas comerciais por parte de Trump em relação ao Brasil. Na avaliação do bolsonarista, isso poderia ser explorado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no contexto eleitoral.

Para Figueiredo, o cenário mais provável, caso haja alguma medida, seria a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. A decisão depende do governo Trump.