Quaest, 1º turno – votos válidos: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 45%


Por Michael Andrade

Segundo turno, Flávio aparece numericamente com 44% e Lula, com 42%, novamente em empate técnico.

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45%. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada. Os demais candidatos não alcançam 1% dos votos válidos.

Confira o cenário de votos válidos:

Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 45%
Augusto Cury (Avante): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 0%
Clariana Barão (DC): 0%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Leonardo Avalanche (PRTB): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Samara Martins (UP): 0%
Wilson Grassi (Democrata): 0%

Os votos válidos desconsideram brancos e nulos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado oficial da eleição.

Na rodada anterior da Quaest, divulgada em 28 de setembro, Lula aparecia com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no cenário estimulado de votos totais. Como os números divulgados neste sábado estão apresentados em votos válidos, os percentuais das duas bases não devem ser comparados diretamente como crescimento ou queda em pontos percentuais.

A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio. Nesse cenário, Flávio aparece numericamente com 44%, enquanto Lula registra 42%. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

Na rodada anterior, os dois tinham 42%. Flávio oscilou dois pontos para cima, enquanto Lula permaneceu no mesmo percentual. Brancos, nulos ou entrevistados que afirmam não votar em nenhum dos dois somam 13%, mesmo índice da pesquisa anterior. Os indecisos passaram de 3% para 1%.

A pesquisa também mediu a aprovação do governo Lula. Segundo a Quaest, 49% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 44% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Na comparação com a rodada de 28 de setembro, a desaprovação permaneceu em 49%. A aprovação oscilou de 46% para 44%, enquanto o percentual dos que não souberam ou não responderam passou de 5% para 7%.

A Quaest fez ainda uma pergunta diferente, pedindo aos entrevistados que classificassem a gestão. Nesse indicador, 42% avaliam o governo negativamente, ante 41% na rodada anterior. A avaliação positiva passou de 34% para 33%, enquanto a parcela que considera a gestão regular permaneceu em 23%. Outros 2% não souberam ou não responderam, mesmo índice registrado anteriormente.

Confira:

Aprovação do governo Lula

Desaprovam: 49% — eram 49%
Aprovam: 44% — eram 46%
Não sabem/não responderam: 7% — eram 5%

Avaliação do governo Lula

Negativa: 42% — era 41%
Positiva: 33% — era 34%
Regular: 23% — era 23%
Não sabem/não responderam: 2% — eram 2%

Aprovação e avaliação são indicadores diferentes. A primeira pergunta verifica se o entrevistado aprova ou desaprova o trabalho do governo. A segunda pede que a gestão seja classificada como positiva, regular ou negativa.

A Quaest ouviu presencialmente 3.702 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país entre sexta-feira (2) e este sábado (3). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026.

A pesquisa registra a intenção de voto e a percepção dos entrevistados no período de realização e não representa previsão do resultado das urnas deste domingo (4).

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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Casa de candidato a deputado estadual é invadida por quatro homens no Cabo

 


A residência do candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB), localizada na Vila Social, foi invadida por quatro homens na manhã deste sábado (3). A ação aconteceu por volta das 6h, quando os suspeitos arrombaram a entrada do imóvel utilizando um pé de cabra.

No momento da invasão, estavam na residência o filho de Batista Cabral e a esposa dele. Ao perceberem a entrada dos homens, os dois conseguiram se esconder em um dos cômodos da casa. Durante a ação, os suspeitos reviraram o imóvel e levaram equipamentos eletrônicos. Ainda não há confirmação sobre qual seria a real intenção dos invasores. A forma como o grupo agiu também deverá ser analisada pelos investigadores, inclusive para verificar eventual ligação dos envolvidos com grupos criminosos ou milicianos que atuem na região.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local. Em seguida, a ocorrência foi registrada na Delegacia do Cabo de Santo Agostinho. Imagens das câmeras de segurança devem auxiliar nas investigações e na identificação dos envolvidos. Os registros mostram ainda o veículo que teria sido utilizado pelos suspeitos, um Chevrolet Onix de cor vinho.

O caso será investigado pelas autoridades policiais, que deverão apurar a motivação da invasão e identificar os quatro envolvidos armados no Cabo.

Datafolha mostra Marília e Humberto mantidos na liderança para o Senado


Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. Neste domingo (4), cada eleitor terá que votar em dois candidatos. As informações são do g1.

Pesquisa espontânea

Primeiro, o Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles votariam, sem mostrar a lista de candidatos. Essa é a pesquisa espontânea, e 46% dos entrevistados não citaram um nome na resposta. Por isso, são considerados indecisos (ao final da reportagem, veja os dados da pesquisa espontânea).

Datafolha mostra Marília e Humberto mantidos na liderança para o Senado

 


Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. Neste domingo (4), cada eleitor terá que votar em dois candidatos. As informações são do g1.

Pesquisa espontânea

Primeiro, o Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles votariam, sem mostrar a lista de candidatos. Essa é a pesquisa espontânea, e 46% dos entrevistados não citaram um nome na resposta. Por isso, são considerados indecisos (ao final da reportagem, veja os dados da pesquisa espontânea).

Flores se despede de Edilton Santana Florentino em cortejo marcado por emoção e reconhecimento

 


Ex-prefeito, advogado e promotor de Justiça aposentado teve sua trajetória marcada pela vida pública, pelo municipalismo e pela ligação com a história política de Flores

Flores viveu, no final da tarde deste sábado (3), um dos momentos mais marcantes de despedida de sua história recente. Familiares, amigos, autoridades e moradores acompanharam o velório, o cortejo fúnebre e o sepultamento do ex-prefeito Edilton Santana Florentino, que morreu na sexta-feira (2), aos 88 anos.

O velório aconteceu durante o dia no prédio da Câmara Municipal de Flores, onde familiares, amigos e representantes de diferentes setores da sociedade passaram para prestar as últimas homenagens ao ex-prefeito. O sepultamento aconteceu as 16h30.

No final da tarde, o caixão deixou a sede do Legislativo para um cortejo pelas ruas de Flores. A caminhada passou pela praça principal da cidade, pelo prédio da Prefeitura, pela Avenida Dr. Wilson Santana e pela PE-320, seguindo até o Cemitério Jardim da Saudade, onde ocorreu o sepultamento.

A despedida reuniu pessoas que conviveram com Edilton em diferentes períodos de sua vida e também moradores que reconheceram sua participação na construção da história política e administrativa do município.

Uma trajetória ligada à história de Flores

Edilton Santana Florentino integrou uma das famílias de maior presença na política de Flores. Filho de Manoel de Souza Santana, conhecido como Neco, era irmão do ex-deputado estadual Wilson Florentino Santana e do ex-prefeito Dr. Nezinho Santana, além de Gerson Santana.

Edilton se  inseriu na vida política do município desde a década de 1960. Documentos eleitorais da época o identificam como advogado integrante do diretório municipal de Flores.

Ele chegou à Prefeitura de Flores na década de 1980, período em que a família Santana já possuía forte participação na política municipal. Sua passagem pelo comando do município aconteceu no período de 1983 a 1988.

Durante sua vida pública, Edilton também ganhou projeção no cenário municipalista pernambucano. Em 13 de março de 1987, assumiu a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), permanecendo à frente da entidade até 11 de abril de 1989. A própria Amupe mantém o nome de Edilton entre seus ex-presidentes.

A passagem pela entidade colocou Flores em evidência no movimento municipalista estadual, em uma época em que os prefeitos buscavam ampliar a participação dos municípios nas decisões políticas e administrativas de Pernambuco.

Da política ao Ministério Público

Depois da experiência no Executivo municipal, Edilton continuou sua trajetória profissional na área jurídica. Formado em Direito e com atuação como advogado, posteriormente ingressou na carreira do Ministério Público, tornando-se promotor de Justiça, função que exerceu até a aposentadoria.

Sua trajetória, portanto, atravessou diferentes campos da vida pública: foi prefeito de Flores, dirigente da Amupe, advogado e promotor de Justiça.

Para além dos cargos ocupados, Edilton permaneceu ligado à vida política e social do município e à história da família Santana, que atravessou diferentes gerações da política de Flores.

Família e despedida

Edilton era casado com Dona Rosa, com quem teve os filhos André, Raquel, Daniel e Felipe.

Entre os familiares que acompanharam o velório e o cortejo estava o sobrinho Marconi Santana, ex-prefeito de Flores e candidato a deputado estadual, acompanhado da esposa, Lucila Santana. Também participou da despedida o prefeito de Flores, Gilberto Ribeiro, ao lado de familiares, amigos e representantes da sociedade.

Marconi publicou uma homenagem ao tio após a confirmação da morte. Na mensagem, destacou que Edilton representava, para Flores, as figuras do prefeito, do promotor de Justiça e do homem público que deixou registros na história do município e da Amupe.

A relação entre tio e sobrinho também era marcada pela proximidade familiar e política. Segundo relato publicado após a morte, Marconi esteve próximo de Edilton durante seus últimos dias e destacou uma das últimas demonstrações de torcida do tio por sua caminhada política.

Uma última passagem pelas ruas de Flores

A passagem do cortejo pelas ruas transformou a despedida em uma espécie de reencontro entre a cidade e um dos nomes que fizeram parte de sua história política.

No Cemitério Jardim da Saudade, familiares e amigos participaram da última homenagem e acompanharam o sepultamento.

Com a partida de Edilton Santana Florentino, Flores encerra um capítulo da trajetória de um homem que esteve ligado à política, ao Direito, ao Ministério Público e ao movimento municipalista pernambucano, deixando seu nome registrado na história do município e de uma família que, por décadas, participou da vida pública local.